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  • Ana Ramalho

Carta para uma amiga grávida


Querida amiga grávida,

A tua gravidez foi, sem dúvida, a melhor notícia que recebi nos últimos tempos. Poxa... Tenho muita pena por não estar aí junto a ti para ver esse barrigão crescer, abraçar-te (bem apertadinho) e te oferecer o meu apoio. Mas estou certa que amor não te faltará e que essa fase será vivida com muita alegria por todos os que te rodeiam.

Muitos te dirão que é uma fase única e especial. E é! Não há duas gravidezes iguais, cada gravidez será vivida de forma diferente, cada uma com os seus desafios e peculiaridades. Então vive-a intensamente. É um momento de amor e união.

Muitos te dirão que estás linda com uma enorme barriga que te impede atar os teus próprios sapatos e que te faz correr, diversas vezes por dia, para a casa de banho para mais um xixi fugaz. E mesmo que não te sintas bem com essas mudanças repentinas, acredita: tu és linda. O teu corpo é o abrigo de um novo ser. O teu corpo está a preparar-se para o momento do parto e a produzir o alimento para a tua cria.

Muitos te dirão o quanto maravilhoso é segurar o teu filho nos braços, como é terapêutico sentires o cheiro do teu bebé quando o fores deitar.

Mas ninguém te dirá que a maternidade também dói. Ninguém te dirá que haverão dias de solidão, que te vais sentir perdida, que vais carregar uma culpa de estimação, que o peso da responsabilidade te sufocará. Ninguém te dirá que o teu maior sonho se tornará também no teu maior fardo. E ninguém te dirá que isso tudo é normal e que está tudo bem.

Ninguém te falará do misterioso puerpério. Aquele período logo após ao parto, que todas nós, imaginamos com acolhedor e mágico. Por vezes mais violento, por vezes mais subtil. Por vezes, o turbilhão de hormonas que habita o teu corpo irão te levar da loucura à euforia, do choro ao encantamento, do amor ao esgotamento.

Ninguém te dirá que a amamentação é foda. Haverá dias em que chorarás enquanto amamentas o teu bebé porque os bicos do teu peito estão a sangrar e, em algum momento, irás duvidar se irás conseguir. Se necessário, pede ajuda e orientação a alguém especializado.

Ninguém te dirá que cuidar de um ser acabado de nascer exige demais de nós e, em certos momentos, pode ser vivido como uma prisão.

Ouvirás muitos conselhos amigáveis e muitos palpites desprovidos de qualquer sentido de oportunidade ou de falta de empatia. Todas as mães ao teu redor parecerão perfeitas e saber exactamente o que fazer (até as não-mamãs) menos tu. E ficarás em baixo, triste e deprimida. Não existe fórmula para ser uma super mamã, o que funciona na família x não funciona obrigatoriamente na família y. Apenas, aceite este facto e siga em frente.

O meu maior conselho para ti: procura informação. Aproveita este tempo de espera e transforma-o num momento de aprendizagem, de aquisição de informação. Lê, Lê muito! Procura conhecer este mundo mágico e misterioso em que estás prestes a entrar. Lê sobre parto, lê sobre puerpério e baby blues, lê sobre desenvolvimento do bebé, lê sobre disciplina positiva e sobre a primeira infância. Informação é poder! Poder para tomares decisões conscientes e mais adequadas para ti e para a tua família. A informação convida-te a olhares para ti e de te auto-conheceres. Só com a informação certa na mão poderás compreender o teu bebé e os seus comportamentos. Quando tens informação não importa os palpites dos outros e libertaste para seguires o teu coração/instinto.

Beijinhos,

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