• Ana Ramalho

Depois da tempestade vem a bonança


A chegada de um novo ano vem acompanhado de novas promessas, expectativas, metas e objectivos. Festejamos a chegada desse tal desconhecido com um sorriso no rosto e o coração repleto de esperança e optimismo. Secretamente, sentimos-nos com super poderes, capazes de alcançar a lua (se assim o entendermos) e sentimos uma espécie de energia revigorante. Sabemos que tudo vai ficar bem.

Mas nem sempre o primeiro mês do ano é simpático connosco. Nem sempre Janeiro vem cheio de energias positivas. Nem sempre começamos o ano com o pé direito (como se costuma dizer). Aqui por casa, foi um mês tenebroso. Um mês que teimava a não terminar, onde todos os 31 dias pareceram demasiado longos e penosos. Parecia que não havia mais nada que pudesse correr mal. Foi um electrodoméstico que avariou. Foi a despensa que inundou. Foi outro electrodoméstico que avariou. Foi a perda da vaga para a bebé na ama. Começar a trabalhar. Procurar outra ama/infantário. Incompatibilidade de horários uma vez que aqui em casa ambos começamos a trabalhar muito cedo. Um entra e sai de visitas desejosas de conhecer a primeira bebé da família.

E no meio deste rol de percalços e inesperados incidentes é fácil perdemos-nos e deixar-nos envolver por uma onda de negatividade. Na verdade, parece que estamos num túnel obscuro onde tropeçamos em todos os buracos e esbarramos em todos os obstáculos e ao ritmo que prosseguimos a nossa caminhada a esperança de encontrar uma saída abandona-nos. O nosso ego sai todo arranhado e machucado. Ficamos fragilizados. Inspiramos toda a negatividade e energias poluídas que nos envolvem, deixamos-nos intoxicar. E essas energias consomem toda a nossa vitalidade e força. Dedicamos, muitas vezes, o nosso tempo a pensar nos que nos machuca e esquecemos-nos que nós somos os responsáveis por encontrar a solução mais adequada, pelo nosso próprio bem e felicidade. Só nós detemos o poder para alcançar a felicidade. Nessa luta incessante, podemos ser acompanhados por companheiros de caminhada, mas somos nós que temos que desbravar o nosso caminho e aventurarmos-nos por entre os espinhos e pântanos desta vida. E como um equilibrista ao atravessar a corda, devemos manter os olhos focados nos nossos objectivos e, mesmo, que a pequenos passos mantenhamos a esperança de chegar onde desejamos sem amarras e sem pesos desnecessários. Esse estado permite-nos aproveitar melhor os momentos e ver com clareza, e assim, vislumbrar a beleza do horizonte.

Pode parecer que o mundo está contra nós, pode parecer que estamos sozinhos neste mundo tão vasto e árido. Mas, se abrirmos bem os olhos podemos ver que há sempre qualquer coisa boa nos nossos dias e que ninguém está realmente sozinho. Há sempre alguém que está disposta a nos ouvir, que nos pode aconchegar num abraço. No entanto, a chave da felicidade está dentro de nós e só quando nos libertamos dos excessos de bagagem, da culpa e da intoxicação, esta pode vir à tona. Quando nos empoderamos e nos tornamos donos da nossa caminhada o sentimento de gratidão invade-nos mesmo no momentos mais obscuros. Aqui fica o meu agradecimento a todas as pessoas que estiveram comigo e que de uma maneira ou de outra intervieram, me ajudaram, me ofereceram um ombro para descansar, um sorriso amigo, me mostraram a beleza e a importância dos pequenos gestos no dia-a-dia.

#positividade #reallife #gratidão

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