• Ana Ramalho

Plano de parto. Já tem o seu?


Finalmente, hoje, eu e meu maridão sentámos-nos para preencher o plano de parto. Sim, o grande dia aproxima-se. Faltando apenas um mês e meio, e após muita pesquisa e discussão sobre como cada um deseja experienciar este momento e quais os cuidados/tratamentos que achámos essenciais para que o parto possa ser um momento perfeito e único, lá começámos, a medo, a redigir o temido documento. Claro, que sabemos que imprevistos podem acontecer, mas em primeira estância e sem qualquer obstrução os nossos desejos devem ser seguidos.

Eu sei que em portugal não é muito usual a grávida fazer um plano de parto. Mas eu considero-o de extrema importância, por isso, decidi contar-vos a minha experiência.

Uma mulher que escreveu um plano de parto, certamente, é uma mulher informada sobre os tipos de parto, as possíveis consequências, que deseja respeito pelo seu corpo e pelo bem-estar do seu bebé e parceiro.

Acho que este documento pode trazer um momento mais tranquilo para todos os envolvidos, tanto para a equipa médica como para a própria grávida.

No meu caso, o plano de parto foi-me fornecido pela minha parteira e vem sob a forma de inquérito, mas também pode ser redigido sob a forma de carta. Basicamente, o plano de parto é um documento onde a grávida regista por escrito o que deseja em relação às etapas do trabalho de parto, aos procedimentos médicos e aos cuidados a ter com o recém-nascido no pós-parto.

No meu plano de parto consta:

  • os nossos nome;

  • onde preferimos realizar o parto;

  • se desejamos o uso da epidural ou de outras alternativas para amenizar a dor;

  • nossa opinião sobre intervenções médicas como a episiotomia;

  • o nosso desejo pelo contacto directo com o bebé logo após ao parto;

  • quem deve cortar o cordão umbilical;

  • que tipo de alimentação pretendemos para a nossa filha;

  • como a placenta deve ser tratada;

  • entre outras observações.

Cada plano de parto é único e cabe a aos envolventes decidir, de acordo com a evolução da gravidez e o histórico médico da grávida, o que acham melhor para este momento há muito esperado. Por vezes, os procedimentos que a sua amiga considera os mais apropriados, talvez, não o sejam para si e para o seu núcleo familiar. Por isso, aconselho-a a procurar o máximo possível de informação, falar abertamente com o seu companheiro - ele, também, pode ter um papel a desempenhar na hora do parto, podendo ser mais ou menos participativo - e tirar dúvidas com o seu médico obstreta, até para saber as condições fornecidas pelo seu hospital.

É importante sublinhar que a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que toda a grávida redija um plano de parto para evitar que a mulher se sinta abusada, evitar condutas inapropriadas e procedimentos desnecessários.

Por aqui alguém fez o plano de parto? Como foi a vossa experiência no parto?

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